A Feira da Indústria, Comércio e Cooperativismo, que acontecerá de 1 a 4 de outubro, dará um passo decisivo rumo à sustentabilidade ambiental. O evento contará com a participação ativa do Movimento Reciclar, que promoverá uma ampla campanha interna para incentivar expositores, palestrantes, participantes e o público em geral a adotarem práticas de inteligência ambiental. A proposta é simples e impactante: separar corretamente e encaminhar todos os resíduos sólidos recicláveis gerados durante a exposição de forma sustentável.
Neste ano, o COOPSPARTY será integrado à Feira de Indústria, Comércio e Cooperativismo, consolidando-se como o maior evento de inovação do cooperativismo brasileiro e trazendo uma proposta inédita de conexão entre cooperativas, empresas e o setor industrial. Com uma programação ampliada para quatro palcos temáticos e diversos ambientes de networking, o evento oferecerá experiências imersivas, palestras de líderes reconhecidos, painéis sobre sustentabilidade, empreendedorismo e inovação, além de espaços exclusivos para startups e hubs cooperativos. A integração à feira visa fortalecer o ecossistema cooperativista, ampliar oportunidades de negócios e impulsionar o desenvolvimento regional com foco em soluções sustentáveis, criativas e competitivas para o futuro do cooperativismo.
O Movimento Reciclar e a mudança de cultura
Historicamente, grandes eventos realizados em Goiânia deixavam para trás verdadeiros rastros de lixo, com toneladas de resíduos misturados sendo levados diretamente ao aterro sanitário em uma única coleta. O Movimento Reciclar surge para transformar essa realidade, propondo uma mudança concreta nos hábitos e comportamentos de todos os envolvidos. A campanha, que será implementada durante a Feira da Indústria, Comércio e Cooperativismo, pretende criar uma nova cultura de sustentabilidade nos grandes eventos realizados na cidade, tornando irreversível a prática da correta separação e destinação dos resíduos.
Metas ambiciosas podem transformar Goiânia
A iniciativa do Movimento Reciclar visa contribuir significativamente para o aumento dos índices de reciclagem em Goiânia. Atualmente, apenas cerca de 1,8% dos resíduos produzidos por residências, comércios, setor de serviços e indústria são reciclados. O movimento estabeleceu metas ousadas: atingir 10% de reciclagem já no próximo ano e alcançar, até 2033 — ano do centenário de Goiânia —, o índice de 50% de reciclagem. Este patamar jamais foi atingido por qualquer capital brasileira, mas já é uma realidade em diversos países europeus, onde a valorização dos resíduos faz parte da educação e da cultura local.
Como será feita a campanha durante a Feira
- Distribuição de lixeiras identificadas para separação de resíduos recicláveis e orgânicos.
- Capacitação dos expositores e equipes de apoio sobre os procedimentos corretos de descarte.
- Comunicação visual com orientações ambientais em todo o espaço do evento.
- Equipe do Movimento Reciclar presente para esclarecer dúvidas e estimular a participação ativa de todos.
- Coleta e destinação final adequada dos recicláveis, garantindo rastreabilidade dos resíduos.
- Inclusão social com as Cooperativas de catadores sendo remuneradas para a separação e reciclagem dos resíduos.
O papel de cada participante
O sucesso desta iniciativa depende do engajamento coletivo. Expositores, palestrantes, visitantes e organizadores serão convidados a participar ativamente, adotando pequenas atitudes que podem gerar um grande impacto ambiental e social. A Feira será uma vitrine de inovação não apenas nos setores de indústria, comércio e cooperativismo, mas também em responsabilidade ambiental.
A transformação proposta pelo Movimento Reciclar e abraçada pela Feira da Indústria, Comércio e Cooperativismo tem potencial para se tornar referência nacional, consolidando Goiânia como exemplo de cidade sustentável e consciente. Com a colaboração de todos, será possível escrever um novo capítulo na história dos grandes eventos brasileiros, onde as práticas sustentáveis sejam uma exigência da sociedade que já percebe os riscos e os alto custos de uma mudança climática descontrolada.