
A coleta seletiva realizada durante o MotoGP Brasil, em Goiânia, com incentivo do Movimento Reciclar, mostrou, na prática, como as cooperativas de reciclagem são essenciais para a economia circular. Com o trabalho de cooperação, os grupos de catadores transformaram o material coletado nos três dias de evento em fardos, que foram encaminhados para a indústria. O resultado direto é que toneladas de latas, vidros, plásticos, papelão e outros recicláveis deixaram de ir para os aterros da região metropolitana de Goiânia.
Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/2010), a etapa de triagem feita por cooperativas é considerada parte fundamental da gestão sustentável de resíduos, reduzindo o volume de rejeitos, aumentando os índices de reciclagem e prolongando a vida útil dos aterros.
É por meio das cooperativas, que as indústrias conseguem cumprir obrigações legais de logística reversa, promovendo um elo estratégico entre o poder público, os grandes eventos e a indústria recicladora. Ao reconhecer esse serviço como de interesse público, a própria PNRS orienta que os municípios estruturem contratos e formas de remuneração pelos serviços de triagem e reciclagem prestados por esses grupos de catadores, inclusive por meio de pagamento por serviços ambientais.
Além do impacto ambiental, o Movimento Reciclar reforçou que a reciclagem é política de inclusão social, já que as cooperativas organizam catadores historicamente invisíveis, tiram trabalhadores da informalidade dos lixões e das ruas, oferecendo condições mais dignas de trabalho e garantindo emprego e renda a muitas famílias das comunidades.